6 perguntas e respostas sobre hemodiálise | CDRB

6 perguntas e respostas sobre hemodiálise

| 30 de outubro de 2020


Primeiramente, a hemodiálise é um dos procedimentos que pode ser utilizado no tratamento renal substitutivo. Ou seja, na substituição de um rim que já não é capaz de exercer sua função. 

Com ela, o sangue é retirado do corpo, filtrado por uma máquina e devolvido ao organismo sem o excesso de líquidos e toxinas.

Se você foi diagnosticado com doença renal crônica (DRC) em estágios mais avançados, provavelmente vai conhecer a hemodiálise como uma das opções de tratamento.  Mas será que você  saberia responder a essas 6 perguntas recorrentes sobre a hemodiálise?

Separamos as principais dúvidas dos nossos pacientes que podem ser as suas também. Continue a leitura e confira todas elas!

 

1. Qual é a diferença entre fístula, cateter e prótese?

O acesso vascular é um dispositivo implantado ou confeccionado cirurgicamente através do qual o sangue é extraído do organismo com segurança, transportado no circuito extracorpóreo e devolvido ao corpo. Os tipos de acessos vasculares são fístula arteriovenosa, cateter e prótese.

Fístula arteriovenosa (FAV)

É realizada através de ato cirúrgico em que ocorre a junção de uma artéria e uma veia para tornar a veia mais calibrosa e resistente. Esse procedimento possibilita a realização das sessões de hemodiálise.

Cateter

É um material colocado em uma veia adequada e escolhida pelo nefrologista sob anestesia local. É uma opção para pacientes que não têm uma fístula e precisam fazer tratamento dialítico imediatamente.

Prótese

É uma opção quando as veias são pequenas e frágeis e não é possível realizar uma fístula. Nesse caso, o cirurgião vascular coloca a prótese, que é um material sintético pertinente, permitindo a realização da hemodiálise.

 

2. Quais os riscos da hemodiálise?

A hemodiálise é um tratamento bastante seguro e não apresenta riscos ao paciente na maioria dos casos.

Ainda assim, durante o tratamento o paciente pode apresentar alguns sintomas rapidamente reversíveis tais como:

  • Queda da pressão arterial
  • Cãibras
  • Náuseas
  • Vômitos
  • Dor de cabeça

Além disso, podem apresentar também outros sintomas mais raros como:

  • Alterações do batimento cardíaco
  • Infecção
  • Algum tipo de alergia

No entanto, nossa unidade de diálise responsável está ciente dessas possibilidades e se encontra adequadamente preparada para a sua resolução de imediato.

 

3. Quanto tempo dura uma hemodiálise?

Antes de tudo, é importante saber que o tempo de sessão de hemodiálise é definido de acordo com o estado clínico do paciente e o médico nefro adequa a prescrição individualmente.

Todavia, em geral, a duração da sessão é de 4 horas a frequência de 3 vezes por semana ou 2 horas a frequência de 6 vezes por semana.

 

4. Quais são as relações entre anemia, hemodiálise e doença renal crônica?

O paciente com DRC tende a ter anemia à medida que ocorre o declínio da função renal. Assim, estes casos de anemia podem ter diversas causas, sendo a deficiência relativa de eritropoetina o fator mais comum. Mas o que é isso? A eritropoetina é um hormônio produzido nos rins que controla a produção de células vermelhas. Portanto, quando os rins não desempenham corretamente sua função, há o surgimento da anemia.

Contudo, além da deficiência de eritropoetina, outras situações podem contribuir com o quadro anêmico de pacientes portadores de DRC. Algumas delas são:

  • Insuficiência de ferro
  • Deficiência de ácido fólico
  • Perdas sanguíneas
  • Deficiência de vitamina B12
  • Hemólise (rompimento da hemácia com consequente liberação da hemoglobina contida em seu interior)
  • Inflamação

 

5. Como o diabetes afeta os rins?

Quando o diabetes está descontrolado e ocorre o aumento da glicemia, que é a concentração de glicose no sangue, os vasos sanguíneos aos poucos vão ficando danificados e a filtragem dos rins também vai tornando-se mais prejudicada. 

Com isso, o órgão não consegue mais eliminar as impurezas de forma eficiente. É um processo lento e contínuo que não costuma apresentar sintomas expressivos em sua fase inicial. Mas aos poucos, os rins do paciente diabético vão perdendo a sua capacidade, podendo chegar na fase mais avançada da DRC, quando é necessário recorrer a um tratamento renal substitutivo.

 

6. Como a hipertensão afeta os rins?

Quando a pressão arterial não está no valor ideal, os vasos sanguíneos sofrem lesões e com o tempo podem ficar mais rígidos e espessos. Nos rins, esse efeito resulta em perda da eficiência para filtrar o sangue e eliminar as impurezas adequadamente.

Portanto, essa situação a longo prazo é capaz de evoluir para as fases mais graves da doença renal crônica.

 

Outras dúvidas

Por fim, hoje respondemos algumas das principais dúvidas de pacientes com doença renal crônica que estão começando o tratamento de hemodiálise. Existe mais alguma coisa que você gostaria de saber? Conheça os nossos artigos sobre a vida do paciente renal.

 

Conte com a ajuda da CDRB para viver bem esta nova fase da sua vida.

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