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Descobri que sou um renal crônico. E agora?

| 29 de agosto de 2018


“A vida é feita de escolhas”. É provável que você já tenha escutado essa frase inúmeras vezes. Mas em alguma delas você refletiu sobre o seu sentido? Fazemos escolhas o tempo todo, desde as mais simples até as mais complexas: o que vamos vestir, com quem nos relacionamos, qual profissão seguir… Quando acontece algo inesperado em nossas vidas, não poderia ser diferente: podemos não ter escolhido o que nos aconteceu, mas escolhemos a forma como vamos reagir e seguir em frente. Receber o diagnóstico de uma doença crônica não é uma tarefa fácil, mas as suas escolhas podem fazer toda diferença na forma como você enfrentará esta nova fase.

O ponto de partida dessa jornada começa por uma pergunta: o que você quer fazer a partir de agora?

Viva o seu luto

Luto é a forma como lidamos com a perda de algo (ou alguém) muito significativo para nossa vida. Ele se manifesta de diversas maneiras: insegurança, medo, tristeza, raiva, desesperança…

O adoecimento pode representar a perda de uma vida saudável e, consequentemente, a perda de autonomia, independência e até da própria identidade.

Fazer contato com todas essas perdas, identificando a causa do seu sofrimento é fundamental para o seu processo de adaptação. Afinal, só podemos enfrentar aquilo que conhecemos.

Por isso, viva o seu luto: a dor pode ser um grande incentivo para a mudança!

Negar não mudará o seu diagnóstico

Uma das reações mais comuns após a descoberta de uma doença é a negação. Esse comportamento interfere na forma como você encara o diagnóstico e prejudica a sua adesão ao tratamento.

Algumas pessoas acreditam que aceitar a doença representa desistir da vida. Mas é justamente o contrário: quando você aceita o seu adoecimento tem mais condições para se cuidar e ter uma vida com mais qualidade, longevidade e saúde!

Negar a doença não mudará o seu diagnóstico. Pense nisso.

Aproprie-se do que é seu

Você não escolheu adoecer, mas isso não retira a sua responsabilidade diante do tratamento. Quanto maior for o seu engajamento nos cuidados com a sua saúde, melhor será a sua sensação de bem-estar.

A sua participação é fundamental para o sucesso do tratamento. E como você pode fazer isso? Tirando as suas dúvidas com um profissional especializado, seguindo as recomendações da equipe e, o principal, vivendo! Afinal, você não vive para se tratar. Você se trata para viver!

Aproprie-se da sua vida e continue se cuidando.

Você não precisa ficar só

Algumas pessoas se isolam quando adoecem. Outras se revoltam e acabam afastando quem está por perto (ou pelo menos tentam). Talvez o pensamento que direciona estes comportamentos seja o desejo de “não querer ser um peso” na vida de ninguém.

Por acaso você já parou para pensar que um peso compartilhado se torna mais leve? Então, para que enfrentar todas as mudanças decorrentes do adoecimento só? Compartilhar a sua dor não quer dizer que você estará causando problemas para outra pessoa. Muito pelo contrário. Dividir o sofrimento com alguém aumentará as suas chances de enfrentá-lo. Este movimento aumentará a sua confiança e segurança em relação ao tratamento.

Lembre-se: quem permanece ao seu lado, mesmo nas situações difíceis, faz isso por escolha, não por obrigação.

E agora? O que você pretende fazer?

Ter saúde não é apenas a ausência de doença, mas uma atitude! O diagnóstico de doença renal crônica não define você. As suas escolhas, sim.

Encarar as dificuldades da vida, adotando uma postura resiliente diante das adversidades, também é saúde.

Não é fácil agir assim, mas também não é impossível. Tudo irá depender do que você decidir fazer daqui para frente. Sabemos que o caminho é longo, mas você não precisa percorrê-lo sozinho. Conte com a sua família, com os seus amigos e com os profissionais que irão fazer o seu acompanhamento.

Daqui para frente estaremos sempre ao seu lado! Vamos transformar os desafios da doença renal crônica numa nova fase da sua vida, que vale a pena ser plenamente vivida.


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