Saúde Emocional e Doença Renal Crônica | CDRB

Saúde Emocional e Doença Renal Crônica

| 31 de janeiro de 2021


Você já reparou que a forma como encaramos uma situação tem muito a ver com o nosso estado de humor? Quando estamos bem emocionalmente, as dificuldades tendem a ficar mais leves e conseguimos pensar em estratégias para enfrentá-las. Por outro lado, se nos sentimos mal, tudo parece mais difícil e desistir parece ser uma boa alternativa. Saúde emocional também é prestar atenção nessas pequenas decisões do dia a dia.

 

No tratamento de Doença Renal Crônica, a busca pelo equilíbrio emocional é fundamental para a manutenção do bem estar. A capacidade de controlar as emoções negativas e enxergar as coisas de outra forma impacta também na nossa saúde física. E qual é a relação da saúde emocional com tudo isso? Continue a leitura para entender mais.

 

O que é saúde emocional?

 

A saúde emocional está interligada ao nosso comportamento e com a forma como nos relacionamos com os outros e com nós mesmos. Situações de estresse, como mudanças bruscas na rotina e problemas de saúde, impactam no nosso equilíbrio interno, interferindo nessa relação.

 

Quando sentimos que perdemos o controle sobre algo, esse estado de desequilíbrio emocional pode se agravar, desencadeando sensações de impotência, tristeza, desânimo e, por vezes, raiva. Esses sentimentos e emoções que surgem em momentos críticos da nossa vida fazem parte de um processo chamado “autorregulação”, isto é: a capacidade que TODOS nós temos de nos reequilibrarmos internamente e seguir em frente.

 

Assim como os sintomas indicam que algo no nosso corpo não está funcionando bem, essas reações, por mais desagradáveis que possam parecer, também sinalizam a forma como estamos sentindo e vivendo uma nova situação.

 

Como manter a saúde emocional no dia a dia

 

Embora a “autorregulação” seja um processo interno, permitir o suporte da nossa rede de apoio (profissionais, amigos e familiares) é indispensável para restabelecermos o nosso equilíbrio emocional.

 

Compartilhar as suas angústias e dificuldades com pessoas que agregam valor na sua vida é um dos melhores caminhos para alcançar esse objetivo. Muitas vezes, este outro olhar pode nos ajudar a enxergar as coisas por um novo ângulo e isso amplia as nossas possibilidades de enfrentar, de forma saudável, as adversidades da vida.

 

O “como” resolvemos algo é mais importante que focar exclusivamente no “porque” aquilo ocorreu. Tudo o que nos acontece tem um sentido e precisamos estar abertos para aprender com essa experiência para trilhar novos caminhos.

 

O “como fazer” nos permite resgatar o nosso poder de escolha e a nossa autonomia. E não tem nada melhor para a nossa saúde emocional do que poder ser nós mesmos!

 

As suas escolhas dizem muito mais sobre você do que aquilo que te acontece. Isso quer dizer que você não é o seu diagnóstico! Você é uma pessoa e é isso que te torna tão especial!

 

Dificuldades fazem parte da vida. Tente não se fechar nelas. Quando fazemos isso, acabamos limitando as nossas alternativas para lidar com a situação e a impotência, a tristeza e o desânimo acabam se tornando sensações frequentes no nosso dia-a-dia. Percebe que isso nada tem a ver com o seu adoecimento, mas com o que você escolheu fazer a partir dele?

 

Os altos e baixos fazem parte do processo

 

Nem sempre temos que fazer uma limonada com os limões que a vida nos dá. Às vezes, “só” precisamos ousar ser quem queremos ser e nos permitir testar novas receitas com os ingredientes que recebemos. Não existe certo ou errado, mas aquilo que damos conta de fazer. Respeite seus limites e peça ajuda sempre que necessário.

 

Este é o melhor caminho para manter a sua saúde mental!

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